O pequeno detalhe que imediatamente transforma problemas em soluções

A mãe de Mafalda vivia longe pelo que a melhor forma de se manterem em contacto era através do telefone Porém, sempre que ligava para a mãe, a Mafalda sabia que, ao contrário de uma conversa agradável entre ambas a trocarem novidades sobre a vida uma da outra, acabariam o telefonema a discutir.  Irritava-a a incompreensão da mãe perante alguns assuntos e a sua intolerância perante as escolhas de vida da filha. A cada chamada, quando desligava, a Mafalda começava imediatamente a perguntar-se: “Mas porquê a mim?”, “Porque é que a minha mãe é assim?”, “Porque é que não conseguimos ter uma conversa normal?” 

Este padrão manteve-se ao longo de muitos anos com a Mafalda a encontrar cada vez mais resistência sempre que se aproximava o momento de falar com a mãe ao telefone. Sem conseguir vislumbrar uma solução, procurou ajuda na PNL. Foi-lhe proposto um exercício que, de tão simples que era, Mafalda colocou imediatamente em prática: 

Substituir o “porquê?” pelo “como?”

O exercício começou imediatamente a fazer sentido para Mafalda. No telefonema seguinte, depois de desligarem depois de uma troca de palavras mais irritadas, Mafalda já não perguntou porquê. Na sua mente surgiu um novo conjunto de perguntas: “Como posso melhorar a comunicação com a minha mãe?”, “Como posso transformar os nossos telefonemas em conversas agradáveis?” ou “Como mostro à minha mãe que estas nossas conversas me desgastam, sem a a ofender?” 

Imediatamente respostas começaram a surgir. A Mafalda permitiu-se experimentar diversas abordagens. Rapidamente encontrou a melhor forma de transformar os telefonemas para a mãe em pequenos momentos agradáveis de troca de novidades. Aos poucos conseguiu até recuperar o papel de confidente que a mãe tivera durante sua adolescência. 

A forma como abordamos uma situação desafiante é fundamental para a sua boa resolução. Analisar o que não está a ser eficiente não é o caminho para ultrapassar um problema. Estamos a permitir que aquilo que nos está a impedir de avançar assuma uma posição de protagonismo, o que nos impede de ter uma visão mais alargada da realidade. Ou seja, muito provavelmente, vamos manter-nos exatamente no mesmo sítio. Uma simples mudança de advérbio na forma como levantamos as nossas questões internas pode parecer um detalhe insignificante. Contudo, largar o porquê e preferir o como na elaboração das nossas perguntas, vai colocar-nos numa posição mais proativa e, mesmo de forma inconsciente, as respostas começarão a surgir. Experimente! 

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